Afinal, devo cobrar por uma visita técnica? Entenda aqui

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Um dos grandes desafios do trabalhador autônomo é saber como precificar um serviço e, possivelmente, uma visita técnica. Afinal, existem diversas discussões no mercado sobre as boas práticas.

Visto que muitas dúvidas sobre o assunto ainda existem e assolam os profissionais, decidimos criar um material esclarecendo todos os pontos referentes à visita técnica e possíveis cobranças.

Tem dúvidas sobre os direitos do consumidor e as possibilidades de cobrança dos profissionais? Continue a leitura para aprender mais sobre o tema.

No que consiste e para que serve a visita técnica?

A visita técnica consiste em um momento prévio ao orçamento. Durante sua realização, o profissional avalia e define o que precisará fazer. A partir daí, pode encontrar os preços mais adequados para a prestação do serviço.

Dependendo da situação do cliente ou da área de atuação do profissional, essa visita técnica pode ser mais complexa, exigir mais tempo, envolver deslocamento e outros detalhes que tendem a acarretar cobrança.

Por que alguns profissionais preferem não cobrar pela visita técnica?

Quem tem trabalho autônomo precisa estar sempre atento às leis e às melhores práticas do mercado. Alguns profissionais não cobram porque, de fato, receber um orçamento é um direito do consumidor e não deve ser cobrado.

No entanto, é preciso avaliar cada caso para identificar aqueles momentos em que a cobrança de um valor razoável é admitida.

Em alguns tipos de negócio, por exemplo, há a necessidade de se deslocar ou de desmontar, avaliar e remontar os equipamentos. Nessas situações, é comum que o profissional peça um valor para cobrir os custos envolvidos.

Qual é a importância de informar o tipo de cobrança antes de fazer a visita?

É direito do consumidor saber sobre possíveis cobranças sempre que elas surgirem. Se o tipo de orçamento que você está prestes a oferecer exige determinado custo, é importante deixar o cliente ciente.

Isso está previsto no Código de Defesa do Consumidor, no artigo 6°, inciso III. Ele especifica que é preciso garantir “a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela Lei nº 12.741, de 2012)”.

O que deve ser considerado na hora de precificar a visita técnica?

A precificação de serviços já é um desafio para os profissionais. Quando essa definição de valor tem como foco a visita técnica, muitas dúvidas podem surgir. Isso porque, como explicamos, nem sempre ela se aplica.

Logo, é necessário que o profissional seja capaz de discernir para identificar os momentos em que a cobrança é, de fato, adequada. Avalie, antes de precificar:

  • se precisará se locomover até um lugar específico ou transportar o item que será avaliado;
  • se é necessário desmontar e montar o equipamento para fazer a avaliação;
  • qual é o tempo médio gasto nesse processo.

Uma vez avaliados esses quesitos e o preço estabelecido, é importante informar ao cliente que a visita técnica terá um custo. Com base nisso, ele terá o direito e a oportunidade de definir se compensa (ou não) manter esse orçamento.

A transparência na comunicação a respeito da visita técnica e de tudo o que ela acarreta é de responsabilidade do profissional. Ela deve ser sempre praticada para que você consiga prestar um serviço de qualidade.

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