Como calcular o investimento inicial de uma empresa?

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Entenda tudo que precisa sobre o investimento inicial de um negócio!

Para você que quer abrir um negócio, o investimento inicial talvez seja a sua maior preocupação.

O mundo do empreendedorismo, apesar de gratificante, é cheio de desafios e obstáculos.

Abrir um negócio demanda muita organização e planejamento, inclusive financeiro. Mas não precisa ser caro.

E é isso que vamos te mostrar hoje.

O investimento inicial de uma empresa é o orçamento necessário para que o empreendimento comece a funcionar.

Pensando nisso, criamos esse conteúdo para te explicar o que é esse cálculo, como é feito, qual a sua importância dentro do Plano de Negócios, quanto custa abrir uma empresa e como você pode conseguir o financiamento.

Confira o conteúdo até o final para saber tudo sobre as finanças de um negócio!

Afinal, o que é investimento inicial da empresa?

Ao iniciar um novo negócio, a lista de tarefas para serem executadas é enorme, seja estudar o mercado, montar um Plano de Negócios, catalogar os serviços ou produtos ofertados, processos burocráticos em órgãos públicos e muito mais.

Financeiramente falando, a lista também é grande.

O investimento inicial de uma empresa, então, é o valor mínimo que o empreendedor necessitará para a abertura do negócio.

Esse cálculo representa o recurso financeiro necessário para a empresa operar e ele deve incluir todas as despesas, como:

  • Gastos na obtenção do CNPJ;
  • Valores da aquisição de produtos ou serviços;
  • Gastos mensais fixos e impostos;
  • Valor direcionado à montagem da infraestrutura;
  • Capacitações e treinamentos;
  • Investimentos em marketing.

Esse cálculo é fundamental para que o empreendedor identifique se o orçamento é sustentável e se está de acordo com suas condições financeiras.

Caso você não possua o recurso financeiro suficiente, outros profissionais optam pela busca de sócios ou a solicitação de empréstimos a bancos.

Para além do objetivo orçamental, esse cálculo permite entender o período de tempo que o negócio levará para recuperar o primeiro investimento e gerar lucros.

Confira também: A importância do plano de negócios! 

Como calcular o investimento inicial de um negócio?

Todo negócio de sucesso possui um planejamento financeiro bem estruturado.

Assim, para calcular o investimento inicial, ou seja, o montante financeiro necessário, é importante ser feita uma planilha. Ela ajuda na visualização geral dos gastos, mantendo a organização, o planejamento e armazenamento dos dados.

Para facilitar, ela pode ser dividida em 3 partes:

  • Investimento fixo;
  • Investimento pré-operacional;
  • Capital de giro.

Cada parte possui suas particularidades e envolvem diferentes tipos de gastos. E, por isso, é necessário ver uma de cada vez.

Investimento fixo

Esses gastos envolvem a infraestrutura para que o empreendimento funcione, incluindo os itens básicos para o início das atividades.

A depender do seu segmento, esses itens podem incluir:

  • Máquinas e maquinários;
  • Utensílios;
  • Móveis;
  • Equipamentos eletrônicos;
  • Itens de decoração;
  • Produtos de estoque;
  • Veículos.

Para incluir na planilha, você deve adicionar todos os itens que envolvem a infraestrutura, colocando o valor unitário e total, especificando a quantidade necessária de cada item.

Por exemplo: 

ItemQuantidadeValor unitárioValor total
Mesa10R$ 350,00R$ 3.500,00
Computador2R$ 3.500,00R$ 7.000,00
Cadeira40R$ 100,00R$ 4.000,00
Total:R$: 14.500,00

Dessa forma, é possível que você analise se é mais sustentável comprar materiais usados ou até mesmo alugar, podendo ajudar a reduzir suas despesas.

Investimento pré-operacional

Para além do infraestrutural, de equipamentos e bens, existem gastos voltados para o operacional.

Isso quer dizer que não é possível administrar um novo negócio sem possuir os conhecimentos necessários.

Assim, os gastos de investimento pré-operacional, envolvem:

  • Treinamento de funcionários;
  • Investimento em marketing, incluindo criação e manutenção de site e redes sociais;
  • Registro da marca;
  • Aquisição de sistemas de gestão;
  • Possíveis custos mensais com contadores;
  • Legalização da empresa.

Capital de giro

Em uma casa, para além da construção, sempre temos aqueles gastos mensais, não é?

A conta de luz, de água, os impostos e assim vai. Com um novo empreendimento é do mesmo jeito. 

Depois dos gastos voltados para infraestrutura e operacional, existem despesas mensais para que sua empresa possa continuar funcionando.

O Capital de Giro corresponde a este valor, considerando todos os gastos fixos e móveis, como:

  • Aluguel do espaço;
  • Salário dos funcionários;
  • Contas básicas, como água, luz e internet;
  • Pagamento de impostos;
  • Gastos com fornecedores;
  • Preços das mercadorias para produção ou aquisição de estoque mínimo.

Além disso, é recomendável separar um dinheiro emergencial, caso o espaço precise, sendo geralmente separado 5% do capital de giro.

Isso quer dizer que, se seu capital de giro é R$ 15.000, você deve separar R$ 750 e o seu valor total de capital de giro será R$ 15.750.

O que é um plano de negócios?

Antes de tudo, é necessário entender o que é um plano de negócios.

Caracteriza-se por ser um documento voltado ao planejamento estratégico do empreendimento, descrevendo seus objetivos e os planos de ação necessários para alcançá-los.

O material contém todas as perspectivas e pilares para um negócio de sucesso, envolvendo a visão estratégica, mercadológica, operacional e financeira, funcionando como um mapa para o que a empresa deve fazer.

Planejamento é o ponto essencial para projetos funcionarem e, por isso, o plano de negócios é fundamental.

Com ele, você consegue ter uma previsão de como o seu negócio deve estar a cada mês, funcionando como uma espécie de ‘previsão’ de sucesso e organização de  despesas.

O plano permite que você saiba o que fazer, seja em cenários favoráveis ou não favoráveis, conseguindo ultrapassar possíveis adversidades.

O documento ainda permite:

  • A maior organização e armazenamento das informações;
  • A facilitação do entendimento de um empreendimento de sucesso, tendo em vista que o documento mostrará as expectativas;
  • A identificação rápida de dificuldades e empecilhos;
  • A realização de Investimentos assertivos e estratégicos.

Desse jeito, não tem como deixar passar, não é?

Por isso, separamos algumas dicas que podem te ajudar a montar o seu plano.

Como fazer um plano de negócios?

Por ser um documento estratégico e analítico, o plano de negócios deve ter como base uma pesquisa e análise de mercado.

Dessa forma, aqui está a estrutura do plano de negócios e as informações que o documento deve ter. 

Sumário executivo

Como todo bom documento, o sumário sempre deve ser a primeira informação.

Ele permite uma visão ampla do conteúdo do material e facilita a busca por informações no dia a dia.

O sumário deve conter a(o):

  • Descrição do seu empreendimento;
  • Diferencial no mercado;
  • Missão e propósito da marca;
  • Descrição do perfil dos empreendedores e dos funcionários;
  • Produtos, serviços e benefícios;
  • Quem são os clientes;
  • Localização da loja;
  • Valor do investimento total;
  • Forma jurídica;
  • Enquadramento tributário.

Uma boa dica é, apesar de ser a primeira parte do livro, escreva no final. Como você já vai estar ciente de todas as informações, será mais fácil e rápido escrever o sumário.

Na hora de colocar o lápis no papel, seja breve e objetivo, mantendo o profissionalismo, mas com uma linguagem dinâmica.

Análise de mercado

O foco de todo empreendimento deve ser voltado para seu cliente e essa seção é exatamente para isso. 

Nessa etapa, você deve buscar quem é o seu público, sua concorrência e seus parceiros e fornecedores, sendo feita em três pilares:

Segmentação de clientes

Neste momento, é essencial que você foque em fazer pesquisas, análises das concorrências ou estudos já feitos. Para ser mais verídico, utilize questionários e entrevistas com o público local da sua cidade.

No final, você deve saber, de fato, quem é o seu público, com descobertas como: gênero, faixa etária, escolaridade, estado civil, frequência da utilidade do que você vende, gostos, preferências e até mesmo se são pessoas físicas ou jurídicas.

Análise da concorrência

Olhando para sua concorrência você pode aprender com seus erros e acertos. E, quanto mais cedo você aprender, mais fácil será, tanto no sucesso de vendas como na prevenção de crises.

Para isso, você deve buscar outros negócios do mesmo segmento que estejam perto de você para analisar seus pontos fortes e fracos.

  • Como é o atendimento do espaço? 
  • Os clientes estão satisfeitos? 
  • A marca possui uma boa divulgação e comunicação on-line? 
  • Os serviços possuem um preço justo? 
  • O espaço da loja é limpo e organizado? 
  • Qual o diferencial desse negócio e qual suas fraquezas?

Para além desses questionamentos, você pode utilizar a Análise SWOT – técnica de planejamento estratégico que olha para as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças de um negócio – para analisar a sua concorrência.

E lembre-se: todas as suas análises devem ser pensadas estrategicamente para melhorar o seu negócio, isso quer dizer que, ao ver uma fraqueza ou ponto construtivo em outro negócio, procure planos de ação para evitar que isso aconteça no seu.

Análise de fornecedores

Os seus parceiros serão bases para o seu negócio. Sem eles, você não terá a estrutura do negócio ou, até mesmo, os produtos que vende.

Os fornecedores são responsáveis por disponibilizar os equipamentos e os materiais necessários para a produção dos seus produtos.

Por exemplo, se você possui um restaurante, os fornecedores serão aqueles que você comprará ingredientes e equipamentos importantes, como farinha, frango, ovo, fogão e geladeira.

Assim, você deve pesquisar por uma lista de fornecedores, facilitando a comparação de preços e proporcionando a escolha dos melhores custos-benefícios.

É sempre importante manter mais de um contato de fornecedor, tendo em vista que imprevistos podem acontecer.

Para achar os seus, se pergunte:

  • O que eu preciso?
  • Quais são as diferenças de preços e formas de pagamentos?
  • Qual o pedido mínimo?
  • Qual o prazo de entrega?
  • Onde estão os fornecedores?
  • Qual a qualidade dos produtos?

Plano de marketing

Para boas vendas, é necessário saber os benefícios do seu produtos. Afinal, se você não apreciá-lo, como o cliente vai?

Assim, a seção do Plano de marketing é voltada para a descrição dos produtos ou serviços.

Cor, tamanho, qualidade, rótulo, sabor, marca, preço, como se destaca, plano de distribuição.

Literalmente tudo que você imaginar! Você deve incluir também se venderá em lojas físicas ou on-line, se haverá entrega ou retirada e, principalmente, como ele será divulgado.

Um plano de vendas bem estruturado é capaz de impulsionar suas vendas. 

Plano operacional

Chegou a hora de falar do funcionamento do seu empreendimento, ou seja, as etapas necessárias para que o produto chegue na mão do seu consumidor.

  • Quanto é possível vender em um determinado período de tempo?
  • Qual o tempo do processo de venda?
  • Qual a qualificação dos funcionários?
  • Qual a qualidade e rapidez dos equipamentos?
  • Qual a capacidade de distribuição e estoque?
  • Qual os prazos e disponibilidades dos fornecedores?
  • Quais os cargos de cada funcionário?
  • Com um espaço físico, qual a disposição espacial da loja?

Para facilitar sua pesquisa, você pode incluir a planta do espaço nessa seção do Plano.

Saiba mais: Plano de negócios: passo a passo para sua empresa crescer

Plano financeiro

Agora falando do motivo que estamos aqui: o recurso financeiro.

Esse é o momento de fazer os cálculos do investimento inicial.

Nessa parte, você deve procurar, literalmente, todos os gastos e despesas que vão ser feitos, da forma que já foi vista.

Aliás, na busca de investidores e empréstimos, a apresentação de um Plano Financeiro fundamentado aumenta a credibilidade e o profissionalismo do seu projeto.

Análise de cenários e avaliação do plano de negócio

Se o Plano de Negócios é um documento para te guiar independente do cenário, o documento deve ter uma parte voltada para essas previsões.

Essa seção é voltada para a criação de simulações de diferentes contextos, mostrando como o negócio deve lidar.

O material deve mostrar diferentes situações críticas e conter planos de ação para enfrentá-las.

Nesse momento, é a hora de explorar sua criatividade e pensar em soluções para diferentes cenários.

E, por último, você deve fazer uma análise do seu Plano de Negócios, conferindo se está completo, organizado e compreensível.

Lembre que, o objetivo do documento, é mostrar que você deve abrir seu negócio!

Quanto você precisará investir e como conseguir o capital necessário?

O orçamento para abrir um negócio varia de acordo com o segmento, o porte e as especificidades.

Um negócio online, por exemplo, tende a custar muito menos do que construir um espaço físico, ficando em uma média, para o microempreendedor individual (MEI), de R$ 1.000 a R$ 5.000.

Para negócios físicos, o investimento médio sobe para, no mínimo, R$ 10.000, podendo variar até mais de R$ 150.000.

Mas, não precisa se preocupar! Existem diferentes maneiras de começar um negócio e você pode conseguir diminuir estes orçamentos.

Além disso, caso seja necessário um suporte, você pode:

  • Solicitar empréstimos ao banco;
  • Procurar por sócios;
  • Buscar investidores-anjos, ou seja, pessoas que investem no seu negócio, mas não são sócios;
  • Fazer um financiamento coletivo com uma vaquinha na internet;
  • Pedir ajuda a familiares, amigos e conhecidos;

Existem diversas formas de juntar o capital necessário, mas é importante possuir um planejamento organizado para que você saiba quanto deve gastar e com o que.

Leia também: Empreendedorismo: você está pronto para começar?

Esse é o momento de iniciar seu empreendimento com planejamento e estratégia! 

Agora você já sabe tudo que precisa e, com um mercado em ascensão, esse é o momento ideal para se aventurar.

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Leia também: 5 dicas para montar um negócio

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